Jamais vou entender esse fenômeno chamado carnaval. Na ponta da caneta por Claudir Benini – Jornalista e Editor/Grupo Volp de Comunicação

Um povo sofrido, roubado, explorado e muitas vezes sem perspectivas, de uma hora para outra explode numa alegria sem motivo, sem limites, sem pudor.
Homens que até sexta feira trabalhavam de terno e gravata vão para as ruas maquiados, vestidos de mulher, soutien por cima dos peitos, braços e pernas cabeludos, numa imitação grotesca e sem sentido do sexo feminino. Mulheres que se matam no trabalho, muitas vezes degradante e mal remunerado; sofrem nas filas de hospitais e creches, aparecem na passarela cobertas de brilho e rebolando, como se não houvesse o amanhã.
Dado o tamanho do chapéu para cada cabeça. Os homens no poder adoram essa orgia sem sentido, porque pelo menos por alguns dias, o povo está olhando pro outro lado, enquanto eles continuam sugando cada gota de sangue e cada centavo que puderem roubar, desviar, redirecionar..ise o verbo que melhor lhe convier…
As ruas estão tomadas de foliões urrando de alegria e eu me pergunto, tanta alegria porque?
Sua vida melhorou de ontem para hoje? Seu salário aumentou? Seu filho estuda numa boa escola pública? Se você cair de um trio elétrico e quebrar a cabeça, vão te levar para um bom hospital público? Você terá água em casa, para tomar banho, quando voltar dessa farra?
Você irá pra rua com essa mesma vontade se for para protestar contra toda essa roubalheira absurda que está destruindo nosso País? É por isso que os governantes adoram carnaval e jamais vou entender porque nosso povo é tão alienado.

 

napontadacaneta@claudirbenini.com.br

 

Adaptado Liberatun/Jabor

 

 




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