Balanço Econômico reforça o potencial das empresas de Garibaldi diante da crise

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Publicação da CIC, UCS e Prefeitura demonstra que investimentos, faturamento, empregos, lucro operacional e produtividade foram superiores aos do ano anterior

 

A força das empresas garibaldenses continuam superando a crise, que se prolonga desde 2013 no Brasil, e, mesmo em menores índices, seguem com resultados positivos. Esta foi a análise apresentada pelo contabilista, Eduardo Tomedi Leites, um dos responsáveis pela área técnica do Balanço Econômico de Garibaldi.

A revista, publicada pela CIC em conjunto com a Prefeitura de Garibaldi e a Universidade de Caxias do Sul, chegou a sua 19ª edição. A apresentação dos resultados da pesquisa, que envolveu 97 empresas, de 18 segmentos, foi realizada na manhã de terça-feira, 23 de outubro.

“O resultado demonstra que todos os indicadores, em 2017, foram superiores aos do ano anterior, com maior nível de investimentos, faturamento, de empregos e salários pagos, de lucro operacional e de produtividade”, destacou Leites. Para a presidente da CIC, Alexandra Nicolini Brufatto, empreender é um desafio diário.

“Em mais uma edição, o Balanço Econômico traça uma linha que estabelece parâmetros e até reflexos do cenário que foi construído no Brasil nos últimos anos. Se não fosse a vocação sanguínea pelo empreendedorismo e pelo trabalho, certamente hoje estaríamos lamentando a perda do nosso potencial produtivo”, enfatizou.

Além da dirigente, também prestigiaram o evento, o prefeito de Garibaldi, Antonio Cettolin, o presidente da Câmara de Vereadores, Moisés Nekel, o presidente da CDL, Carlos Adriano Morari, o professor Renato Hansen, da Agência Tecnológica Universidade Empresa, da UCS, além de diretores da entidade e lideranças políticas e empresariais do município.

O volume de exportações é mais sofreu nesse período. Enquanto as exportações gaúchas cresceram 7,29% em 2017, Garibaldi apresentou queda de 15,23%, na média. “A queda foi determinada pela redução da importação de frango pela União Europeia e Oriente Médio, devido a medidas protecionistas”, explicou o contabilista. Ele salientou, no entanto, que a pauta de exportações de Garibaldi é diversificada, contemplando também o setor de móveis, máquinas e talheres, de forma que o impacto da redução na exportação de aves foi parcialmente compensado pelos demais produtos.

A economista, Mônica Beatriz Mattia, explicou que a análise conjuntural do Balanço Econômico leva em consideração a evolução das empresas nos dois últimos anos, o que oferece um comparativo de desempenho. As empresas que integram a publicação investiram R$ 30,2 milhões no ano passado e tiveram um faturamento de R$ 1,61 bilhões, sendo que a indústria é responsável por 80,3% do total faturado.

Na análise por segmento, destacam-se o metal-mecânico, móveis e embalagens de madeira, alimentos e vinícola (Indústria), supermercados, produtos agrícolas e ferragens e material de construção (Comércio) e construção civil e transportes (Serviços). Levando-se em consideração os critérios de desempenho analisados pelo Balanço (receita líquida, salários e encargos, lucro operacional, impostos sobre vendas e patrimônio líquido, a Tramontina Garibaldi obteve o melhor resultado entre as indústrias, a Cooperativa  Agrícola Cairú, entre as empresas do comércio, e a Simonaggio e Cia, no setor de serviços.

 

AS 10 MELHORES EMPRESAS

Tramontina Garibaldi

Madem

Cooperativa Vinícola Garibaldi

Nutrire

Cooperativa Agrícola Cairú

Frigorífico Nicolini

Telasul

Aleplast Embalagens Plásticas

Metalúrgica Simonaggio

Metalúrgica Martinazzo

 

 

por Cassius André Fanti




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