Suposto Advogado Fabriciano Spitzmacher Alves é assassinado em Gravataí.

Fabriciano Spitzmacher Alves, 49 anos, morto ontem, foi ouvido no final de 2017 pela Delegacia de Homicídios.

A execução a tiros de pistola de Fabriciano Spitzmacher Alves, 49 anos, em Gravataí, na noite de quinta-feira (22), marcou o sétimo assassinato em um intervalo de sete dias no município. A Delegacia de Homicídios da cidade trabalha para desvendar a motivação e a identificação dos atiradores.

Chamou a atenção de testemunhas que no veículo de Alves, um Siena, havia um adesivo indicando que ele era advogado.

Algumas pessoas que o conheciam se referiram a ele no local do crime como “doutor Fabriciano”. No entanto, segundo a Polícia Civil, ele era um falso advogado. A seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também afirma que ele não tinha registros na entidade. O assassinato ocorreu na Rua Lauro Muller, no bairro Monte Belo, na altura da parada 69.

Alves já havia sido ouvido recentemente em um inquérito sobre a morte um amigo dele na cidade, no final de 2017. O delegado Felipe Borba relata que no dia em que foi ouvido ele admitiu que não possuía registro profissional e que trabalhava somente com assistência jurídica. Inclusive, ele já possuía antecedentes criminais por falsa identidade, estelionato e exercício irregular da profissão. Também consta na ficha dele passagens por ameaça, lesão corporal e porte ilegal de arma de fogo. 

À época do assassinato de seu amigo,  a quem Alves se referiu como “comparsa”, a Polícia Civil desconfiou que ele sabia a identidade dos atiradores e a motivação do crime, mas não abriu detalhes aos agentes.

— Ele (falso advogado) disse que recebia algumas ameaças já na época do outro crime. Ele seria o alvo daquele ataque. Naquele momento, desconfiamos que ele até soubesse quem eram os atiradores — relata o investigador.

A polícia encontrou na cintura de Alves uma pistola irregular, o que indica que ele já sabia que era procurado pelos seus algozes. Em um primeiro momento, policiais não acreditam que o crime tenha relação com traficantes de drogas.

Onda de homicídios na cidade

O delegado Felipe Borba considera um movimento normal o aumento de homicídios nos últimos sete dias na cidade em Gravatai. Segundo ele, a maioria dos casos está ligada ao tráfico de drogas, mas houve também um relacionado a uma briga familiar.

— Não há nenhum indicativo de relação direta entre os últimos fatos. São eventos que podem ocorrer e que trabalhamos para investigar. — avalia.




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