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Primeiro dia do Congresso de Educação trouxe palestras sobre diversos temas

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O Congresso de Educação, que teve início nesta segunda-feira, traz uma pauta plural, sintonizada com os assuntos que estão surgindo na área bem como de temas que afetam diretamente a mudança de hábitos e comportamentos que a sociedade vem incorporando. Em torno de 800 pessoas participaram do evento entre diretores, professores, profissionais de apoio, supervisores pedagógicos e orientadores educacionais.

A secretaria de Educação, Iraci Luchese Vasques, que o evento “esse é um momento único, pois vão ter subsídios para auxiliar os alunos de vocês. Pensar no trabalho nosso é estar em constante formação. Nós, profissionais da educação nunca vamos substituir um pai, uma mãe, mas a gente faz a diferença na vida de uma criança. Desde o setor administrativo, passando por novas aprendizagens até situações, como as Fake News, que adentram o ambiente escolar, precisamos estar 24 horas atentos com a realidade e contextos que estamos inseridos”.

A Deficiência Física e o Manejo do Profissional de Apoio

No primeiro encontro, o assunto foi “A deficiência física e o manejo do profissional de apoio”. A fisioterapeuta, Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento e professora da Faculdade Cenista, discorreu que o desenvolvimento infantil é bastante complexo e exige um olhar de diferentes áreas do conhecimento. Quando se tem associado uma deficiência física, é necessário uma interação entre os diferentes profissionais que auxiliam estas crianças para que haja uma verdadeira inclusão escolar e social.

Juliana destaca que: “É essencial unirmos esforços e saberes para garantir a escolarização das crianças, este é um direito de toda criança independente de ter ou não uma deficiência. O mínimo que se espera é o respeito das pessoas com relação às crianças com a deficiência física bem como ações governamentais garantindo os direitos de todos os cidadãos”.

A monitora da EMEF Princesa Isabel, Camila Barrios da Mota, ressaltou que “é sempre muito bom estar atualizada. A palestra, tanto na sua parte teórica e prática, foi muito produtiva , pois estamos sempre em busca de proporcionar para nossos alunos um sentimento de pertencimento genuíno: isso é possível do que a palestra de hoje, desde os cuidados de como tirar da cadeira, colocar prótese, órtese, até a sua integração no cotidiano escolar”.

7 Linguagens Naturais

O tema do segundo encontro foi com a pesquisadora em desenvolvimento humano, musicista, artistas, escritora, especialista em Comunicação, Giulia Ferreira Dall’Oglio, que apresentou o seu projeto  “7 Linguagens Naturais”.  O método procura unificar todas as áreas do Conhecimento Humano, pois para educar, desenvolver um ser humano, é necessário o conteúdo mais essencial, mais primordial, que atenda a natureza do humano e o veja como expansão natural. O projeto é fruto da natureza perceptiva de Giulia como pesquisadora, artista e professora de música e yoga.

De acordo com ela, “esse mecanismo automático, que possuímos por natureza, se apresentam em seqüência dos 0 aos 7 anos e depois na personalidade do indivíduo, na sua comunicação e no seu relacionamento consigo e com o entorno. Elas montam o quebra-cabeça do intelecto e suas funções gerais; são os arquivos, as habilidades, as emoções e as facetas da personalidade que se relacionam e por isso crescem e mudam”, enfatiza.

Aline Foresti, da EMEF Ernesto Dorneles, nos relata que: ä palestrante nos auxiliou a expandir nosso conhecimento. O encontro vai acrescentar muito no nosso dia a dia enquanto profissionais de apoio e eu já atuo desta maneira valorizando as linguagens do aluno, sempre fazendo essa ligação com o mundo da música”.

O Fenômeno Fake News na Educação

O tema do terceiro encontro foi “O fenômeno das Fake News na Educação”, apresentado pelo jornalista Felipe Machado. O encontro teve com objetivos evidenciar que a proliferação de notícias falsas também pode afetar o ambiente escolar e que a sociedade não deve fechar os olhos e saber discernir o uso bom das tecnologias que estão utilizadas.

De acordo a pesquisa realizada por Machado, e com base em dados de dezembro de 2018 do IBGE, a principal finalidade de acesso é enviar mensagens por aplicativos, especialmente as redes sociais, sendo o celular o principal dispositivo para usar a internet, responsável por 98% dos acessos e a maioria das pessoas que acessam, no Brasil, tem idade entre 25 a 39 anos.

Nesta esfera midiática são mais de 100 milhões de usuários brasileiros e 12 milhões compartilham Fake News, de acordo com levantamento do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai) da Universidade de São Paulo (USP). O poder viral das Fake News é de difícil combate.

Nesse sentido, Machado coloca que “ensinar a navegar na web com responsabilidade é a missão cultural mais urgente dessa época contemporânea. É preciso incentivar os estudantes a conferir as informações. A observação das fontes, dos sites e quem o escreveram, a estruturação dos textos e comparação com outros portais jornalísticos de credibilidade, até a ortografia empregada. É necessário estar atento a esses sinais”.

Jaqueline Karkaba, orientadora pedagógica da EMTI São Roque – Professora Nilza Côvolo Kratz, ressalta que ”o tema abordado foi muito relevante, pois a questão das Fake News também estão dentro das instituições escolares. Hoje, isso é comum acontecer tendo em vista a demanda da tecnologia da informação que se encontra em todos os ambientes. Desse modo, é importante ter um filtro sobre as informações que são geradas e como isso afeta os nossos alunos. O educandário possui uma matéria que possibilita ao estudante realizar uma reflexão e formar critérios para o bom uso das notícias que são veiculadas na internet”.

Gestão Escolar

A palestra Gestão em Educação, ministrada pelo diretor-geral das escolas e faculdades da Rede Cenecista em Bento Gonçalves e Nova Petrópolis, Fernando Malheiros, traz a questão da empatia para o centro da administração escolar: “o educador não só um transmissor de conhecimentos. Ele tem uma responsabilidade direta na vida dos seus alunos e educandário. E exercendo a empatia, se colocar no lugar do outro, vai além de sua missão: ele transforma vidas. Seja a diretora, vice-diretora, orientadora, o professor, todos fazem parte de um quadro orgânico e essa comunicação torna-se mais eficiente e transparente, além de criar vínculos de pertencimento no local com todos que convive diariamente na escola”.

A diretora da EMEF Aurélio Frare, destaca que “o tema abordado pelo palestrante foi muito importante, já que,  atualmente , a gestão escolar é considerada o elemento principal para o desenvolvimento de uma escola. O gestor precisa ter uma visão mais humana e com sua liderança, conseguir envolver a todos no processo educacional. Acredito que esse foi um momento de reflexão sobre a nossa prática na escola e com certeza realizarmos as mudanças necessárias. Como o palestrante, também acredito nas pessoas e na transformação da sociedade pela educação”.

A agenda de trabalhos finalizou com as orientações técnicas sobre os Círculos de Pais e Mestres e Conselhos Escolares com a presença de Loiri Possamai Enriconi, responsável pela legislação e competências sobre o tema; Andreia Foppa Carniel, pedagoga, que orientou sobre o Programa Dinheiro Direto, do FNDE, e Autonomia Financeira; e Alissandro Bittencourt Fontoura, contador, responsável pela organização e prestação de contas da SMED.

Assessoria de Comunicação Social

Fotos: Jose Martim Estefanon




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