Aparelhos eletrônicos cada vez mais perigosos.

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Porque deve reconsiderar o tempo de uso de aparelhos eletrónicos dado às crianças e adolescentes.

Nos dias de hoje, a criança está cada vez mais exposta a aparelhos eletrónicos, tais como o celular, tablet, computador ou televisão. Estudos demonstram que muito pouco coisa de bom advém destes maus hábitos em tão tenra idade. Cada vez mais, as crianças e adolescentes, passam horas a fio “agarrados” a estes aparelhos, mal elas sabem as consequências que poderão vir a ter.

Estes avanços na tecnologia, nomeadamente o aparecimento de novos gadgets estão a alterar por completo aquilo que outrora era o conceito de infância. As crianças de hoje em dia, já quase que não brincam com brinquedos propriamente ditos. “Brincam” sim, com os jogos de celulares, ou videojogos, ou vendo vídeos, por exemplo. Estudos evidenciam que estes maus hábitos perturbam o desenvolvimento normal de uma criança, podendo levar a problemas cognitivos, depressões, perturbação do sono ou obesidade.

Ora, é fácil de perceber, ao passar horas e horas em frente a estes aparelhos as crianças não brincam na rua, não gastam tanta energia, não desenvolvem os seus corpos da maneira como deviam, ainda por cima em idades em que é tão importante a criação de bons hábitos de vida pois é quando o nosso corpo se está a desenvolver.

Muitas das vezes, parte dos pais, pois como forma de os distrair, entretêm-nos desta forma. Ou apenas pelo simples facto das crianças crescerem ao ver os pais tomar estes mesmos hábitos. Deve partir dos pais o bom exemplo, pois é a eles que as crianças olham e idolatram. A criação de hábitos saudáveis é importantíssima ao bom desenvolvimento físico e psicológico da criança.

Recomenda-se que, até aos 2 anos, a criança não passe mais de 30 minutos por dia com qualquer tipo de aparelhos. Dos 2 aos 6 anos, não mais de 1 hora. Para os maiores de 6 anos, não mais de 3 horas diárias.

Outra grande preocupação dos especialistas é a segurança das crianças aquando do uso da internet. O conteúdo por elas consumido quando estão no mundo da internet pode não ser seguro, e nem sempre os pais estão a monitorizar o que as suas crianças veem ou não. A neurologista infantil do Hospital Assunção de São Bernardo, Letícia Rasia de Mello Rodrigues afirma que o aparecimento da internet criou também uma sensação de liberdade e consequente anonimato. Logo, pessoas de más intenções, como ciberpedófilos tentam aproveitar-se da ingenuidade de menores, neste caso adolescentes e especialmente raparigas, mas não só.

Dados alarmantes do Ministério dos Direitos Humanos afirmam que cerca de 15 mil casos desta natureza se registam todos os anos no Brasil. O uso excessivo da tecnologia eletrónica por parte de crianças é então considerado prejudicial à saúde quer mental quer física, e também inseguro. É de reconsiderar o modo como os pais e encarregados de educação autorizam o uso de tais tecnologias por parte dos seus filhos. Isto para o bem físico e mental das crianças, e adolescentes.




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