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Congresso de Educação movimentou um público de 2 mil nos três dias de trabalhos

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Três dias, nove assuntos, nove palestras. O Congresso de Educação, que encerrou nesta quarta-feira, 31, apresentou uma gama de conhecimentos e de assuntos que vem de encontro às várias áreas do ensino. Neurociência, BNCC, inclusão social, novos métodos como as 7 Linguagens Naturais, Fake News, gestão escolar, Conselho de Pais e Mestres, prestação de contas, Educação 4.0 e a função da área da Educação na Rede de Atendimento de Proteção à Criança e ao Adolescente

O último dia do Congresso reuniu as redes municipal, estadual, particular e regional. Cidades vizinhas como Pinto Bandeira, Coronel Pilar, Santa Tereza, Monte Belo do Sul e Garibaldi estiveram presentes no evento.

Representando a Câmara de Vereadores, o vereador Volnei Christofoli, ressaltou que o evento “tem uma importância que reflete de forma global na comunidade. Diretoras, vice-diretoras, orientadoras pedagógicas, alunos e pais, vão abraçar esses conhecimentos que agregam e renovam o processo educacional”.

A secretária de Educação, Iraci Luchese Vasques, em seu pronunciamento salientou que “a educação vem tendo mudanças e precisamos estar preparados, observar as habilidades cognitivas e sociais de nossos alunos e auxiliá-los no seu aprendizado. E esse escopo precisa ser incentivado na curiosidade, a leitura e a pesquisa, além de oportunizar experiências culturais e esportivas. A educação é um grande desafio, mas com momentos como este nos fortificamos e poderemos contribuir para a sua melhoria”.

Neurociência e a sala de aula

Na parte da manhã, o Congresso de Educação iniciou com a palestra “Contribuição Neurocientífica para os Processos de Aprendizagem”, com Guilherme Marcos Nogueira que é professor de Neurociência e Doutor em aspectos cognitivos e emocionais do envelhecimento na área de Geriatria e Gerontologia Biomédica. Também atua como professor de Neurociência do Comportamento e da Aprendizagem em cursos de pós-graduação nas áreas da Pedagogia, Psicopedagogia, Psicologia e Neuropsicopedagogia e é consultor na área de Educação e Projetos Sócio-Educativos.

Nogueira abordou as relações de áreas do cérebro em sala de aula, bem como, o que potencializa ou dificulta essa interação: “hoje se faz necessário ter um conhecimento de como o cérebro funciona. E o professor precisa ter essas bases e estabelecer estratégias que possam impactar positivamente esse processo de aprendizagem. Isso é possível por meio do vínculo afetivo que a criança cria com o educandário, bem como, oferecer recompensas que estimulem um maior comprometimento”. 

O coordenador da 16ª CRE, Leonir Olímpio Rasador, destacou que a manhã de atividades foi muito proveitosa: “tenho que certeza que todos que aproveitaram esse momento saíram, sem dúvida alguma, com uma realidade diferente. O pano de fundo do tema abordado procura enfocar justamente as relações humanas e, nessa esfera, essa área, da Neurociência, nos traz riqueza profunda para a atuação em sala de aula”.

BNCC – Habilidade e Competências

Na parte da tarde, o doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela UFSC e assessor pedagógico da Somos Educação, Kamil Giglio, que apresentou a palestra Avaliação por habilidade e competências – BNCC. Giglio abordou as questões relativas à avaliação, como ela está presente em nosso cotidiano e as competências e habilidades previstas na BNCC, por meio dos seguintes tópicos: compreensão sobre as taxonomias que envolvem o desenvolvimento de competências (Bloom); diferenciação entre competência e habilidade na perspectiva da BNCC; divisão sobre os níveis de complexidade das habilidades; e exemplos de questões contextualizadas empregadas pelo governo (SAEB).

De acordo com Giglio, o tema sempre gera polêmica, “pois a avaliação pode ser realizada de diversas maneiras. A BNCC traz algumas mudanças na perspectiva sobre o que se avalia (conteúdo x competência). Contudo, em minha opinião, o foco do professor continua sendo os objetivos de aprendizagem planejados para os estudantes. A avaliação deve permitir um diagnóstico não só da aprendizagem dos estudantes, mas também do ensino”.

Assessoria de Comunicação Social

Fotos: Jose Martim Estefanon




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