Mais da metade dos salões de beleza não faz ação que promova vendas nos dias de menor movimento

96

Pesquisa da Fecomércio-RS ouviu 388 estabelecimentos do Estado

No primeiro semestre de 2019, frente ao mesmo período do ano anterior, o volume de serviços nos salões de beleza foi considerado equivalente para 32,2% dos entrevistados. O restante das respostas se dividiu quase uniformemente. Enquanto crescimento 32,5% relataram melhora, 35,3% relataram piora. A sondagem do setor, realizada entre 29 de julho e 23 de agosto, foi divulgada pela Fecomércio-RS nesta quinta-feira (05/09).

A crise (56,2%), a alta carga tributária (27,1%) e a concorrência (25,3%) foram os principais motivos citados como impeditivos ao crescimento das vendas, conforme destacado pelos entrevistados. Por outro lado, quando perguntados sobre questões ligadas ao gerenciamento do próprio negócio, sobre as estratégias nos dias de menor movimento, 54,5% afirmaram não fazer nenhum tipo de ação que promova um aumento das vendas nesses dias. Já nos dias de maior movimento, 71,8% dos estabelecimentos não realiza nenhum tipo de mudança no seu funcionamento. O cadastro, instrumento relativamente simples de fidelização de clientes e importante na atribuição de um perfil específico para cada consumidor, é utilizado por apenas 52,3% dos entrevistados, o que limita a capacidade de promover uma venda mais ativa e pessoal para aqueles que não adotam esta prática.

A utilização de redes sociais como plataforma de divulgação dos serviços oferecidos é generalizada dentro do segmento, tendo 96,4% dos entrevistados relatado a presença online do estabelecimento. Embora esta tendência, a forma como são feitas as marcações dos atendimentos não é exclusiva das redes sociais (citada por 89,7% dos respondentes) sendo ainda muito comum a utilização do telefone (91,8%) e da própria recepção da loja (87,9%) para este fim.

A expectativa dos comerciantes para as vendas nos próximos seis meses é otimista: 60,3% acreditam que as vendas melhorem muito enquanto 28,9% esperam que melhorem um pouco. Com relação à economia do Brasil no segundo semestre, 35,3% dos participantes apostam que a situação melhore um pouco e 38,7% acreditam que melhore muito.

Acesse aqui os dados completos.




Deixe uma resposta