Setor vinícola vive o desafio de investir – Oscar Ló Presidente IBRAVIN

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Presidente do Ibravin, Oscar Ló falou sobre as oportunidades setoriais durante o Bom Dia Associado da CIC

As perspectivas da vitivinicultura e os principais desafios do setor foram enumerados pelo presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Oscar Ló, durante a segunda edição do ano do Bom Dia Associado CIC, realizado na quarta-feira, 1º de agosto. Na ocasião, enfatizou que, tanto as indústrias como os produtores, tem investido em mecanização, destino obrigatório para quem quer se manter em um mercado competitivo com custos mais baixos e produtividade equilibrada.

Ló, que também preside a Cooperativa Vinícola Garibaldi e a Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), destacou que está diminuindo o número de propriedades que produzem uvas no estado. Porém, a quantidade produzida tem tido um aumento, o que significa uma concentração maior das áreas agrícolas.

A presidente da CIC, Alexandra Nicolini Brufatto, saudou as quase cem pessoas que participaram do Bom Dia Associado e destacou a importância da integração dos empreendedores que acontece durante o evento. “Iniciativas como esta proporcionam momentos de networking e de troca de ideias entre as pessoas, o que possibilita crescimento e novas oportunidades”.

O dirigente do setor vitivinícola disse que os produtos nacionais ainda ocupam a maior fatia do mercado (65%), mas a pressão dos produtos importados vem aumentando. Ele alertou para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia que pode facilitar ainda mais a entrada de vinhos do exterior no Brasil.

“O Ibravin tem desenvolvido campanhas de valorização dos vinhos, espumantes e suco de uva o que tem ampliado a demanda por estes produtos e abrindo novos mercados”, salientou. Uma campanha da entidade, que iniciou no mesmo dia do Bom Dia Associado vai focar nos novos consumidores e buscar desmistificar o consumo de vinhos e espumantes.

Atualmente o consumo destes produto no país é de 1,9 litros per capita por ano, o que também gera um crescimento nos níveis de estoques, principalmente em anos com alta na produção. Quando fala em tendências, Ló é otimista, principalmente pelo aumento no consumo de espumantes e suco de uva integral.

Também há um maior interesse por vinhos entre a população que, até então, não aparecia na lista de consumidores, uma maior presença na mídia, além da maior diversificação da oferta e a forte ligação dos vinhos com a gastronomia.

O suco integral também responde pelo otimismo no setor, já que de janeiro a junho deste ano foi registrado um aumento de 25% na comercialização de suco de uva integral em comparação com o mesmo período de 2017. Tanto neste segmento, como no de espumantes e vinhos engarrafados, Ló destaca um maior valor agregado aos produtos, que vêm ocupando espaços de similares de menor qualidade e preço.

Explanando sobre os números de Garibaldi, Oscar Ló disse que de 2013 a 2018 o número de vinícolas diminuiu de 39 para 31. Já a participação na elaboração de espumantes das empresas locais vem diminuindo, caindo de 40% para 25%. A produção de uvas na última safra foi de 43 milhões de quilos, das quais 36 milhões foram processadas pelas empresas garibaldenses.

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Cassius André Fanti

Jornalista (MTb 9.727)

Assessoria de Imprensa CIC

(54) 8135 3655




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