DAS MULHERES NA POLÍTICA. Advogada Drª Clarice Baú

0

Temos vivenciado o aumento da importância das mulheres na política diante
dos movimentos feministas e debates em relação a pouca representatividade
das mulheres em cargos políticos. A leitura desta problemática, gira em torno
da falta de disponibilidade da mulher, pois desempenha vários turnos, jornadas
de trabalho. Trabalho externo e complementado com os cuidados dispensados
com os filhos, marido, afazeres domésticos. Com os movimentos tem-se
conseguido uma conscientização dos homens em dividir as tarefas domésticas,
mas ainda, de forma muito tímida.
São muitos os desafios, com alguns avanços. Porém, no que tange a
representatividade das mulheres na política, esse tema se encontra distante do
que almejado.
As mulheres sentem resistência em ocupar cargos de poder, de liderança, de
concorrer eleições, as suas vozes ainda ecoam baixas. Isso pode-se debitar a
cultura histórica da ausência de mulheres na política, até hoje, no nosso
cenário de baixa representatividade feminina no executivo e legislativo.
o Brasil é um dos países em termos de representatividade política feminina, ocupando
o terceiro lugar na América Latina em menor representar de mulheres.
Mesmo que tenha a obrigatoriedade das cotas eleitorais em lei que assegura
uma porcentagem mínima de 30% e máxima de 70% a participação, esse
processo pouco tem contribuído para melhorar o cenário das mulheres na
política.
É de conhecimento de que na maioria das vezes as candidatas que se
inscrevem na lista de cotas partidárias são consideradas candidatas laranjas,
ou seja, são mulheres que não têm interesse em pleitear um cargo político,
estão ali só para cumprir o coeficiente necessário que os partidos devem ter
para serem considerados legais no processo eleitoral..
Assim, a eficiência das cotas vem sendo debatida na sua eficácia, pois confere
a responsabilidade dos partidos para a promoção da paridade de gênero, mas
não tem alcançado uma participação igualitária nos partidos.

CLARICE BAÚ