Farmácias particulares do Rio Grande do Sul têm novas regras para aplicação de testes rápidos de coronavírus

0
155
 

Assinada nesta quinta-feira (17), a portaria nº 480/2021 da Secretaria Estadual da Saúde (SES) define novas regras para realização de testes de coronavírus em farmácias particulares do Rio Grande do Sul. O texto também regulamenta a notificação dos resultados às autoridades.

A medida deve constar em edição do Diário Oficial do Estado nos próximos dias e foi antecipada pela titular da pasta, Arita Bergmann, durante videoconferência com a diretoria do Conselho Regional de Farmácia (CRF). Na ocasião, ela ressaltou a necessidade de divulgação da medida junto aos profissionais do segmento.

Esses estabelecimentos estão autorizados a aplicar testes rápidos de anticorpos (que detectam se a pessoa já teve contato com o vírus) e de antígenos (que detectam se o indivíduo está com a infecção ativa). Precisam seguir, no entanto, uma série de protocolos.

A nova portaria substitui a de número 769/2020. Agora, todos os testes devem ser registrados na plataforma de notificação do Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo quando o resultado é negativo. Também recomenda que não se apliquem testes de anticorpos para verificar nível de proteção pós-vacina e que não seja notificado como positivo quem recebeu dose de imunizante contra Covid.

O farmacêutico responsável técnico pela instituição terá a competência de escolha do melhor teste a ser realizado em cada caso. Será necessária, ainda, a comunicação diária à vigilância municipal sobre todos os resultados positivos de antígenos, a fim de proporcionar o rastreamento de contatos da pessoa infectada.

Outra norma é que a coleta de testes não pode acontecer no mesmo ambiente, de forma simultânea, à aplicação de vacinas, sendo que os testes de antígeno devem ser aplicados em uma sala específica para tal finalidade. As farmácias devem garantir treinamento e equipamentos de proteção individual (EPIs) aos profissionais que realizarão a coleta das amostras de exames por swab respiratório (cotonete).

“Precisamos estimular a testagem no Rio Grande do Sul e orientar a população de que não adianta fazer o teste e não seguir os protocolos recomendados, como o isolamento”, acrescentou Arita. Ela também se referiu à importância do rastreamento de pessoas próximas de quem está contaminado.

“Precisamos estabelecer critérios claros e objetivos para as farmácias e farmacêuticos oferecerem testes rápidos com a maior segurança possível”, disse a presidente do CRF, Silvana Furquim. “Para as farmácias que oferecem vacinas e testes rápidos, a responsabilidade é ainda maior.”

“Farmácia Digital RS”

Novos medicamentos e terapias nutricionais de responsabilidade de aquisição do Estado foram incluídos na  plataforma “Farmácia Digital RS”, da SES. A ferramenta possibilita aos usuários solicitarem um tratamento de modo digital.

A partir de agora, quem precisar de medicamentos para artrite reumatoide, diabetes melitus tipo 2, espondilite ancilosante, esquizofrenia e transtorno afetivo bipolar do tipo 1 não precisa se deslocar até a Farmácia de Medicamentos Especiais do Estado para fazer a primeira solicitação.

Lançada em março de 2020 pelo Departamento de Assistência Farmacêutica do Rio Grande do Sul, a “Farmácia Digital RS” permite que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) façam a solicitação de novos tratamentos.

Podem ser solicitadas 137 apresentações, dentre medicamentos e terapias nutricionais. O objetivo é expandir a lista gradualmente até abranger 100% dos tratamentos disponibilizados pelo Estado.

Na Farmácia de Medicamentos Especiais de Porto Alegre, em janeiro foram instalados dois totens com tablets e acesso à internet que ficam à disposição dos usuários para realizarem as solicitações digitais de medicamentos.

As orientações são prestadas por uma pessoa que fica na farmácia explicando e auxiliando os usuários acerca da utilização da plataforma digital.

Atualmente, a Farmácia Digital RS está limitada a solicitações iniciais de medicamentos (primeira solicitação) para pessoas maiores de 18 anos. Além disso, nem todos os medicamentos foram disponibilizados para realização do pedido digital porque alguns requerem exames e perícia mais complexos.

A expectativa do Departamento de Assistência Farmacêutica é, além de incorporar outros medicamentos, em breve disponibilizar a reavaliação dos tratamentos e liberar a ferramenta para menores de 18 anos, podendo ser solicitados por seus responsáveis.

(Marcello Campos)