O governo federal decidiu antecipar o 13º de aposentados do INSS e o abono salarial

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No intuito de garantir a retomada econômica e compensar o fim do abono salarial, que injetou R$ 254 bilhões na economia e atendeu 66,4 milhões de pessoas, o governo vai adiantar o 13º salário dos beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) , segundo divulgou a Folha de S.Paulo.

A medida, quando anunciada, em meados de dezembro, causou polêmica, mas tem o apoio da equipe econômica do ministro Paulo Guedes. A intenção é, também, adiantar o abono salarial (uma espécie de 14° salário para trabalhadores que ganham até dois salários mínimos).

Segundo analistas, a iniciativa pode ser considerada um plano de contingência para aquecer a atividade econômica no País. Essa “carta na manga” já estava no radar do ministro Paulo Guedes para enfrentar uma possível necessidade de retorno mais rigoroso ao distanciamento social e um repique da infecção pela covid-19 — que acontece nesse primeiro mês de 2021, com mais de 203 mil mortes e 8,1 milhões de casos confirmados no País.

No final de 2020, Guedes deu algumas pistas do que o governo faria para uma “aterrissagem” após o fim do auxílio emergencial. “Temos a capacidade de antecipar benefícios, diferir arrecadação de impostos — já fizemos isso neste ano”, disse, durante audiência pública no Congresso, ao garantir que essas ações vão respeitar o teto de gastos, regra que limita o avanço das despesas à inflação.

À época, fontes da equipe econômica, ao contrário, disseram que não estavam previstos diferimentos de tributos (postergação do pagamento) porque a Receita Federal está começando a recuperar, agora, a base de arrecadação.
Consultada, por meio de nota, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho informou que “não comenta sobre estudos em andamento”.

Reajuste

Os aposentados e pensionistas do INSS vão começar a receber o benefício com reajuste a partir do dia 25 de janeiro.

A data do pagamento vai depender do valor que o segurado recebe e qual é o final do número do benefício, sem considerar o dígito. No dia 25, por exemplo, começam a receber os segurados que têm número final 1 e ganham até um salário mínimo. A partir do dia 1º de fevereiro, começam a receber aqueles que ganham mais do que o piso nacional. Os pagamentos seguem até 5 de fevereiro.

Os segurados que ganham acima do salário mínimo terão um aumento de 5,45% neste ano, seguindo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado de 2020. Se começou a receber o benefício a partir de fevereiro do ano passado, o índice de reajuste vai variar conforme o mês de início da concessão.

Já aqueles que ganham o piso nacional terão um aumento menor, de 5,26%, seguindo o reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 1.045 para R$ 1.100.

Fonte: Osul