III CONGRESSO ESTADUAL DE CULTURA PROJETA RUMOS POSITIVOS PARA A ÁREA

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De 15 a 17 de maio, Bento Gonçalves recebeu o III Congresso Estadual de Cultura. O evento fomentou o debate junto às empresas, produtores, empreendedores, agentes, artistas e trabalhadores da cultura em uma rediscussão das leis que subsidiam os editais e projetos. Nesta perspectiva a programação compreendeu vários pontos sobre o tema como Economia Criativa, o Sistema S, Culturas Populares, o Município incentivador dos projetos culturais, entre outros painéis, e contou com aproximadamente 300 participantes.

A partir desta visão geral, o evento tornou-se vital frente à nova realidade que a área está vivenciando e movimentou atores das esferas municipais, estaduais e federal. Produtor cultural no segmento de leis de incentivo desde 1996 e tendo elaborado e implementado 102 projetos, Claudio Troian, ressalta o caráter intrínseco e inerente da Cultura e de como o evento se tornou a linha de frente da conjuntura vigente: “Na contramão da tendência bizarra que ronda a desinteligência de alguns governantes a favor do desmonte da cultura no país, o congresso veio para demonstrar que, sim, sobreviveremos. Os inúmeros cases demonstrados ao longo da programação revelaram a importância da cultura para o desenvolvimento do cidadão. Restou clara a importância dos programas de financiamento público para o desenvolvimento de artistas, produtores e gestores culturais, com a conseqüente transferência às suas comunidades”.

Ainda Troian referenciou Bento Gonçalves como modelo da área: “E não poderia a organização do congresso optar por uma cidade anfitriã mais adequada do que Bento Gonçalves, que vive tempos de valorização e impulsionamento às atividades de produção e fruição artística e cultural”, afirma.

O produtor do Festival Música de Rua, Luciano Balen, destaca que um ponto relevante de que foi abordado foi a economia criativa, como “nós estamos bastantes maduros de ver que esse ramo também é gerador de impostos, de empregos, e altos índices de geração de renda. E outro ponto foi constatar que Bento Gonçalves entendeu a força que a Cultura tem, como um pólo indutor. E testemunhar que, mesmo com as adversidades, o governo Eduardo Leite trata a Cultura com muito carinho”.

Para o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Marco Aurélio Alves, foi um evento histórico. “Abordou-se temáticas caras e importantes para este momento como a inclusão social, a diversidade, o combate ao preconceito e à violência. Nós alertamos à população da ausência de espaço para os deficientes no palco, em cena. Muito se fala, ainda, da acessibilidade na platéia, mas nada se fala no palco”, destaca.

Alves ressalta que o Congresso finalizou seus trabalhos com um saldo altamente positivo. “Nós terminamos o evento ouvindo a Secretaria de Estado, o Ministério da Cidadania, a Assembleia Legislativa, o Conselho Estadual e os representantes dos municípios, contadores, empresários. Mobilizar toda essa classe e ela responder e ter participado, em um ou nos três dias, foi muito especial”, comenta.

Presente no evento, a Secretária Estadual de Cultura, Beatriz Araujo, trouxe a criação do Prêmio Movimento que irá distribuir R$ 200 mil para artistas inscreverem seus projetos, mesmo na modalidade oral. Também destacou que as ações trabalhadas pelo governo no incentivo da economia criativa, como a implementação da Criativa Bureau, na Casa de Cultura Mario Quintana, a partir de junho.

Para o Secretário da Cultura de Bento Gonçalves, o Congresso Estadual de Cultura serviu para enfatizar ainda mais a importância da Cultura para a construção de uma sociedade cidadã e saudável. “Ficou claro neste evento a importância da Cultura, que contribui não apenas na área artística, mas para a construção de uma sociedade melhor, uma vez que seus reflexos podem ser sentidos em áreas como a Educação, Saúde, Seguranças e Assistência Social, por exemplo. Também ficou claro o potencial da Cultura em contribuir para a Economia, gerar emprego e renda. Por isso, não há o que temer em financiá-la, pois os benefícios são muitos, embora de difícil mensuração. Mas o que mais ficou claro no Congresso, é que precisamos rever as políticas públicas para que os recursos possam contemplar toda a capacidade Cultural do nosso Estado. E acredito que com a união de forças e parcerias atingiremos este objetivo. O Governador do Estado, Eduardo Leite, ao devolver à Cultura o status de Secretaria única, já demonstra que teremos avanços na área”.

Assessoria de Comunicação Social

Fotos: Jose Martim Estefanon




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