Operação Caementa, que investiga crimes de corrupção em Garibaldi, terá novos desdobramentos em novembro

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A Operação Caementa, desenvolvida pela Polícia Federal de Santa Maria, terá novos desdobramentos neste mês de novembro. A informação foi confirmada pelo Delegado Diogo Caneda, que está a frente das investigações.

De acordo com Caneda, após o cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão que iniciaram ainda em 2018, a partir de agora, a investigação tomará novos rumos. Caneda afirma que o inquérito policial se estendeu por mais de dois anos, devido a complexidade e o volume de informações que foram colhidas no cumprimento dos mandados. Contudo, a investigação está sendo finalizada e a expectativa é que o inquérito seja remetido ao Ministério Público até no máximo o final do mês de novembro.

O delegado afirma que durante as ações, documentos físicos e virtuais, computadores e diversos materiais haviam sido apreendidos. Por conta do volume de dados, a análise consumiu muito tempo para que pudesse ser finalizada. Contudo, a fase de análise já foi concluída. Diogo afirma que falta apenas um item para ser finalizado. Ao longo da investigação, também foram realizadas oitivas dos investigados.

Apesar da investigação estar em fase final, Caneda não antecipa se as pessoas envolvidas nos atos ilícitos serão presas. A decisão deverá ser avaliada pelo Ministério Público com o avançar do processo.

RELEMBRE O CASO

Uma operação desencadeada pela Polícia Federal (PF) e denominada de Caementa, em várias cidades gaúchas, foi realizada na manhã da quarta-feira, do dia 7 de novembro de 2018. A ação cumpriu em Garibaldi, seis mandados de busca e apreensão, sendo em quatro residências e duas empresas.

Um grupo empresarial com sede em Santa Maria e alguns funcionários são suspeitos de cometer crimes de lavagem de dinheiro, desvio de patrimônio, fraude em licitação, corrupção e organização criminosa. De acordo com as investigações, eles seriam responsáveis por controlar 15 filiais, que atuam no segmento de produção de concreto, extração e comércio de areia e pedra, entre elas em Garibaldi. Uma projeção indicada que a empresa movimentaria cerca de R$ 1 milhão por dia. Durante a Caementa, 37 mandados de busca e apreensão e oito de prisão foram cumpridos.

Em Garibaldi, a polícia realizou busca e apreensão em quatro residências e em duas empresas, onde foram recolhidos diversos documentos e aproximadamente R$ 170 mil. O delegado Diogo Caneda, durante coletiva, confirmou que as prisões foram realizadas todas na sede da empresa, em Santa Maria. Sócios, a esposa de um deles, o contador e funcionários foram detidos. Ainda segundo Caneda, a Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias e de patrimônio como imóveis e veículos, dos oito investigados.

O delegado também afirmou que funcionários da prefeitura de Garibaldi, estão sendo investigados por participação no esquema criminoso, por corrupção e fraude em licitações. Além disso, policiais rodoviários federais e estaduais também são investigados por liberar veículos com carga acima do permitido, sem nota fiscal ou nota adulterada.

LEOUVE- por Felipe Vicari