Temperaturas mais baixas pedem um bom vinho

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Temperaturas mais baixas pedem um bom vinho
Temperaturas mais baixas pedem um bom vinho

Temperaturas mais baixas pedem um bom vinho

É só a temperatura baixar nos termômetros para o consumo do vinho aumentar. Alguns fatores associativos ajudam a explicar esse comportamento de consumo. Um deles é a fama de o vinho combinar com temperaturas amenas. Outro é a afinidade, especialmente dos tintos, com pratos mais calóricos, consumidos em maior intensidade nesta época. É um período, também, que aguça novos consumidores a apreciarem a bebida,  estimulando o abastecimento das adegas caseiras.

Todos esses motivos tornam o inverno o momento ideal para exercitar a degustação e encontrar prazerosas surpresas em rótulos novos – e, também, redescobrir produtos consagrados, como o Granja União, da Cooperativa Vinícola Garibaldi. Marca simbólica na trajetória da evolução da vitivinicultura brasileira, esse vinho carrega, além de qualidade, pioneirismo e tradição. O rótulo foi um dos primeiros varietais a serem lançados no país, de modo a ajudar o impulsionamento do produto-símbolo da Serra gaúcha.

Dentro da Garibaldi, esses vinhos de coloração e aroma intensos foram concebidos para serem consumidos jovens. Entretanto, esses vinhos podem envelhecer por até três anos que não perderão a qualidade, mantendo suas características joviais e frutadas.

A linha é composta de varietais brancos (Riesling e Malvasia) e tintos (Cabernet Sauvignon, Merlot Tannat e Cabernet Franc), cujos métodos de elaboração diferem entre si. Enquanto as uvas brancas passam por um processo de prensagem a frio, a fim de preservar ao máximo seus aromas varietais, as tintas – com exceção do Tannat – são submetidas a uma técnica conhecida como termomaceração.

Neste processo, explica o enólogo Ricardo Morari, as uvas são submetidas a um aquecimento a fim de extrair a coloração da casca do fruto. Além disso, na Garibaldi, a termomaceração inclui a passagem das uvas por uma câmara a vácuo. Ali, elas recebem uma pressão negativa entre 0,85 e 1,0 bar para acelerar a maceração. “Ocorre uma implosão instantânea dos componentes de cor presentes na casca. Em uma maceração tradicional, essa extração levaria dias”, conta o enólogo.

Dessa forma, diferentemente da vinificação tradicional, o vinho fermenta sem o contato com as cascas, permitindo utilizar temperaturas de fermentação mais baixas e originando maior intensidade de aromas frutados. “A coloração intensa permanece no mosto e posteriormente no vinho. Através desse processo, é possível obter vinhos com aromas frutados e coloração intensa e com boa vivacidade, ideais para consumo jovem”, explica Morari.

Esses processos alimentam a elaboração, a cada safra, de 200 mil garrafas com os rótulos Granja União, nome adquirido em 2010 da extinta Vinícola Cordelier. Mas há um fator que aproxima de modo especial a Garibaldi e a Granja União. A marca, criada pela Vinícola Rio-Grandense, surgiu no mesmo ano de fundação da Cooperativa Vinícola Garibaldi, em 1931 – portanto, no ano que vem, ambas completam 90 anos de história.

Conheça os vinhos Granja União

Riesling (seco): esse vinho branco exibe coloração amarelo esverdeada, com aromas de flor de laranjeira e um toque de frutas cítricas. No paladar, é leve e delicado, com acidez equilibrada.

Malvasia (suave): outro branco dessa linha, é um vinho que apresenta uma cor amarelo palha esverdeado. No olfato, notas de chá verde, flores do campo e frutas em calda, e no paladar, acidez equilibrada e refrescante, constituindo-se num vinho suave e jovem.

Cabernet Sauvignon (seco): elaborada com um dos cultivares nobres mais difundidos da Serra, esse vinho tinto traz um vermelho rubi de reflexos violáceos, apresentando notas de amoras pretas e um toque de menta no olfato, com paladar robusto e denso e taninos macios.

Merlot (seco): outra uva vinífera ícone da região, a Merlot dá origem a esse tinto de cor vermelho rubi, paladar jovem e taninos macios e olfato de frutas vermelhas com um toque de especiarias.

Tannat (seco): esse tinto também apresenta cor vermelho rubi, mas traz no olfato uma interessante composição de potentes notas de amoras pretas, cassis, chocolate e um delicado toque de menta. Apresenta paladar estruturado.

Cabernet Franc (seco e suave): nas duas versões, esse tinto traz o vermelho rubi como característica comum, assim como a presença de frutas vermelhas com um toque de especiarias no olfato. A diferença está no paladar: enquanto o seco é leve e jovem, o outro é leve e suave.